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No Reino 21

Somos uma família. Apenas uma família. Monoparental, com um cromossoma a mais e amor, sobretudo muito amor.

Somos uma família. Apenas uma família. Monoparental, com um cromossoma a mais e amor, sobretudo muito amor.

No Reino 21

06
Jun17

Carta ao amor da minha vida

No Reino 21

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São mais de 13 anos sempre juntos, só os dois. São mais de 13 anos perfeitos. Lembro-me que antes de existires sonhava contigo e eras exatamente o que te tornaste. Lembro-me do que senti quando te vi, quando te peguei a primeira vez, lembro-me de como arrebataste a minha vida, assim, só de olhar para ti.

Todas as nossas rotinas, as nossas viagens, os jogos e as brincadeiras, o mimo, tantos momentos de mimo, todas as vezes que disse que te amo. A nossa "dependência" um do outro. 

Cresceste tanto minha vida. E continuo com medo. Sempre este medo gigante que me assola, este medo de não nos termos, o inimaginável que é pensar na vida sem nos termos. A dualidade entre te querer pequenino e sempre comigo e o desespero para que precises menos de mim e possa viver um pouco mais tranquila. Tu sabes que és sempre tu. Que enquanto não fores independente, enquanto as decisões não passarem por ti, vou viver em sobressalto, tu conheces todos os meus medos.

Ninguém me conhece como tu, ninguém te conhece como eu. Serás sempre o meu elo de ligação à terra, o que me faz entender o mundo, que me prepara para tudo.

E todas as vezes que olho para ti, que vejo o menino doce de personalidade forte em que te tornaste, sei que está aí dentro toda a nossa vida, o que aprendemos um com o outro, a facilidade com que sempre mostramos o que sentimos, com que sempre dizemos o que sentimos. Os nossos valores, aquilo em que acreditamos, o modo como nos relacionamos com os outros.

E agora, nesta fase, em que batemos de frente tantas vezes, em que a idade começa a tomar conta de ti mais do que as minhas palavras, continuo segura, a digerir esses pequenos momentos, a aprender a lidar com eles, sempre com a certeza de que tu sabes que estou aqui, que não tens dúvidas, que conheces o tamanho do meu amor, que sabes que é incondicional. Sempre com a certeza de que no final do dia vais sentir e vais dizer-me o quanto me amas e perceber que te amo da mesma forma. Sempre e para sempre.

02
Jun17

A contar os dias...

No Reino 21

Está quase tudo pronto. Faltam 9 semanas para as 40 e a minha barriga está gigante. A L. continua a mexer-se muito, a todas as horas, o que me alivia a ansiedade. Faltam uns dias de praia com o príncipe grande, seguido de um mês mais solitário e difícil. Julho vai parecer uma eternidade...

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01
Jun17

Uma semana depois...

No Reino 21

Na semana passada a Sónia do blog Cocó na Fralda escreveu sobre nós (podem ler tudo aqui).

O feedback foi excelente. É óbvio que nunca se agrada a todos mas, como imaginam, não tenho propriamente esse tipo de preocupação e os likes, os comentários e as partilhas deixaram-me, simplesmente, de coração cheio.

Benvindos todos os que se juntaram a nós e que agora nos acompanham de perto. E obrigada, muito obrigada pelo vosso carinho, pela vossa simpatia, pela força que nos dão. 

17
Mai17

Tão crescida!

No Reino 21

received_224591401370167.jpeg</p> Hoje foi dia de ecografia e ecocardiografia. Para já o coração está bem, sem alterações. A minha filha pesa 1,100kg, está muito desenvolvida, segundo o médico. E eu a controlar a ansiedade e a transbordar de alegria. É linda a minha menina!

07
Mai17

Mãe

No Reino 21

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Às vezes é difícil. Tão difícil. A dualidade de sentimentos em vê-los crescer, o orgulho em ver os valores e princípios que transmitimos todos ali, numa só pessoa que é tão nossa e vê-los cada vez mais longe, mais independentes. Saber que em pouco tempo não os temos todos os dias, que deixamos de controlar se estão em segurança, se estão bem. Às vezes é tão difícil. Mas é isto, é exatamente isto que nos transforma no que somos. Somos mães. As mães. Que vivem com o coração fora do corpo. Que sufocam de amor de cada vez que olham para eles. Que os amarão sempre e para sempre, incondicionalmente. Sempre me foi difícil pensar no crescimento do M. e ainda é, nessa "separação" inevitável que apenas significará a independência e autonomia do meu filho e a vida encarregou-se de me ensinar como isso é importante. As minhas ansiedades com o M. serão sempre o meu maior objetivo com a L.. Hoje sou mãe de dois e sê-lo-ei para sempre. Hoje sei que tenho na minha vida dois desafios diferentes com dois filhos diferentes e que a minha visão do mundo mudou em todos os sentidos. Hoje sei que tudo em mim duplicou e que o amor que tenho para lhes dar não tem limites e mover-me-á sempre para onde eles estiverem.

24
Abr17

Meu tudo

No Reino 21

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Ele é a minha base, a minha vida, a minha força maior. Chegou no momento certo e é perfeito em todos os momentos. Ele entende-me. Atura-me. É o meu elo de ligação à terra. A melhor parte de mim. A que me permite sonhar, persistir, a que me permite ser exatamente o que sou. 

É o meu filho, o meu menino, o meu amor maior.

24
Abr17

Sobre anjos, sobre perfeição, sobre pessoas especiais, sobre a minha filha

No Reino 21

Há uns dias, no blog "Cromossoma Extra", li um texto que não podia deixar de partilhar. Independentemente de qualquer crença, de poder ter ou não algum fundo de verdade, o texto é lindo, é sereno, apazigua, faz-nos também a nós mães sentirmo-nos especiais.

Não sei se é assim, não sei se vai ser assim. Sei que a minha minha filha será sempre perfeita para mim.

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"Alguma vez pensou como Deus escolhe as mães das crianças especiais?

Eu já… Uma vez vi Deus a pairar sobre a Terra, selecionando o seu instrumento de propagação com grande carinho (…). Enquanto observava, instruía os seus Anjos a tomarem nota num grande livro:

– Para a Beth, um menino. Anjo da Guarda, Matheus.

– Para a Miriam, uma menina. Anjo da Guarda, Cecília.

– Para a Regina, gémeos. Anjo da Guarda Geraldo, ele já está habituado.

Finalmente, Ele passa um nome para o Anjo, sorri e diz:

– Dê a esta mãe uma criança deficiente. O Anjo, cheio de curiosidade, pergunta:

– Porquê ela, Senhor? Ela é tão alegre!

– Exatamente por isso, diz Ele. Como poderia eu dar uma criança a uma mãe que não sabe o valor de um sorriso? Seria cruel…

– Mas será que ela vai ter paciência?

– Eu não quero que ela tenha muita paciência – disse Deus – porque aí ela irá afogar-se no mar da autopiedade e desespero. Logo que o choque e o ressentimento passem, ela saberá como conduzir a situação. Eu hoje estive a observá-la. Ela tem aquele forte sentimento de independência.

O Anjo retorquiu:

– Mas ela terá que ensinar a criança a viver no seu mundo e não será fácil. Além do mais, Senhor, acho que ela nem acredita na Sua existência.

Deus sorri, e diz:

– Não tem importância. Eu posso dar um “toque” nisso. Ela é perfeita. Possui o egoísmo no ponto certo.

O Anjo engasgou-se:

– Egoísmo? E isso é, por acaso, virtude?

Deus, acenou que sim e acrescentou:

– Se ela não conseguir separar-se da criança de vez em quando, ela não sobreviverá. Sim, esta é uma mulher que abençoarei com uma criança menos perfeita. Ela ainda não faz ideia, mas será, também, muito invejada. Ela nunca irá admitir uma palavra mal dita, nunca considerará um passo como uma coisa comum. Quando a sua criança disser “mãe” pela primeira vez, ela pressentirá que está a presenciar um milagre. (…) Eu permitir-lhe-ei ver claramente coisas como ignorância, crueldade, preconceito e ajudá-la-ei sempre a superar tudo. Eu estarei a seu lado a cada minuto da sua vida, porque ela vai estar a trabalhar comigo.

– Bom – disse o Anjo – e quem o Senhor está a pensar mandar como Anjo da Guarda?

Deus sorriu e disse:

–Dê-lhe um espelho. É o suficiente.”

(Autor desconhecido)

17
Abr17

Amigas

No Reino 21

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Que sejam sempre amigas, cúmplices, que brinquem muito, que partilhem mimo. Não tenho dúvidas de que será assim.

09
Abr17

23 semanas de nós

No Reino 21

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 Ando cansada. Não durmo. Fico ansiosa. As alergias vieram para ficar. A anemia instalou-se desde o primeiro dia. A pulsação está sempre em alta, às vezes com picos mais alarmantes. E eu estou tão feliz. E tu mexes-te todo o dia e toda a noite e invades-me o coração com a tua presença constante. E eu sorrio a cada movimento, converso contigo, vejo-te a reagir à minha voz, ao meu toque. 23 semanas de magia e eu conto os dias para te poder pegar no colo, para saber que estás bem.

 

04
Abr17

Ser mãe não é um estado civil!

No Reino 21

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Lembro-me que era adolescente e passou uma reportagem sobre inseminação artificial em mulheres solteiras em Portugal. Eram duas clínicas, uma em Lisboa e uma no Porto, que, aproveitando um vazio legal nesta temática, aceitavam fazê-lo. Sei que fiquei tranquila, que foi importante saber que só dependia de mim, que um dia, quando decidisse ser mãe, podia fazê-lo, sem precisar de mais ninguém. Ser mãe não é realmente um estado civil, vai muito para além disso. Percebo que as opiniões se dividam, que exista quem critique e vou sempre acreditar que nas decisões pessoais de cada um ninguém tem que se meter. São as minhas decisões, as minhas opiniões que podem mudar no dia em que eu quiser que mudem. Porque eu decido assim. A forma como os meus filhos reagem às minhas decisões terá sempre a ver com a educação que lhes der e, não tendo, será sempre assunto nosso. Sou mãe. Apenas mãe. A mãe deles.

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