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No Reino 21

Somos uma família. Apenas uma família. Monoparental, com um cromossoma a mais e amor, sobretudo muito amor.

Somos uma família. Apenas uma família. Monoparental, com um cromossoma a mais e amor, sobretudo muito amor.

No Reino 21

24
Abr17

Meu tudo

No Reino 21

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Ele é a minha base, a minha vida, a minha força maior. Chegou no momento certo e é perfeito em todos os momentos. Ele entende-me. Atura-me. É o meu elo de ligação à terra. A melhor parte de mim. A que me permite sonhar, persistir, a que me permite ser exatamente o que sou. 

É o meu filho, o meu menino, o meu amor maior.

24
Abr17

Sobre anjos, sobre perfeição, sobre pessoas especiais, sobre a minha filha

No Reino 21

Há uns dias, no blog "Cromossoma Extra", li um texto que não podia deixar de partilhar. Independentemente de qualquer crença, de poder ter ou não algum fundo de verdade, o texto é lindo, é sereno, apazigua, faz-nos também a nós mães sentirmo-nos especiais.

Não sei se é assim, não sei se vai ser assim. Sei que a minha minha filha será sempre perfeita para mim.

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"Alguma vez pensou como Deus escolhe as mães das crianças especiais?

Eu já… Uma vez vi Deus a pairar sobre a Terra, selecionando o seu instrumento de propagação com grande carinho (…). Enquanto observava, instruía os seus Anjos a tomarem nota num grande livro:

– Para a Beth, um menino. Anjo da Guarda, Matheus.

– Para a Miriam, uma menina. Anjo da Guarda, Cecília.

– Para a Regina, gémeos. Anjo da Guarda Geraldo, ele já está habituado.

Finalmente, Ele passa um nome para o Anjo, sorri e diz:

– Dê a esta mãe uma criança deficiente. O Anjo, cheio de curiosidade, pergunta:

– Porquê ela, Senhor? Ela é tão alegre!

– Exatamente por isso, diz Ele. Como poderia eu dar uma criança a uma mãe que não sabe o valor de um sorriso? Seria cruel…

– Mas será que ela vai ter paciência?

– Eu não quero que ela tenha muita paciência – disse Deus – porque aí ela irá afogar-se no mar da autopiedade e desespero. Logo que o choque e o ressentimento passem, ela saberá como conduzir a situação. Eu hoje estive a observá-la. Ela tem aquele forte sentimento de independência.

O Anjo retorquiu:

– Mas ela terá que ensinar a criança a viver no seu mundo e não será fácil. Além do mais, Senhor, acho que ela nem acredita na Sua existência.

Deus sorri, e diz:

– Não tem importância. Eu posso dar um “toque” nisso. Ela é perfeita. Possui o egoísmo no ponto certo.

O Anjo engasgou-se:

– Egoísmo? E isso é, por acaso, virtude?

Deus, acenou que sim e acrescentou:

– Se ela não conseguir separar-se da criança de vez em quando, ela não sobreviverá. Sim, esta é uma mulher que abençoarei com uma criança menos perfeita. Ela ainda não faz ideia, mas será, também, muito invejada. Ela nunca irá admitir uma palavra mal dita, nunca considerará um passo como uma coisa comum. Quando a sua criança disser “mãe” pela primeira vez, ela pressentirá que está a presenciar um milagre. (…) Eu permitir-lhe-ei ver claramente coisas como ignorância, crueldade, preconceito e ajudá-la-ei sempre a superar tudo. Eu estarei a seu lado a cada minuto da sua vida, porque ela vai estar a trabalhar comigo.

– Bom – disse o Anjo – e quem o Senhor está a pensar mandar como Anjo da Guarda?

Deus sorriu e disse:

–Dê-lhe um espelho. É o suficiente.”

(Autor desconhecido)

17
Abr17

Amigas

No Reino 21

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Que sejam sempre amigas, cúmplices, que brinquem muito, que partilhem mimo. Não tenho dúvidas de que será assim.

09
Abr17

23 semanas de nós

No Reino 21

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 Ando cansada. Não durmo. Fico ansiosa. As alergias vieram para ficar. A anemia instalou-se desde o primeiro dia. A pulsação está sempre em alta, às vezes com picos mais alarmantes. E eu estou tão feliz. E tu mexes-te todo o dia e toda a noite e invades-me o coração com a tua presença constante. E eu sorrio a cada movimento, converso contigo, vejo-te a reagir à minha voz, ao meu toque. 23 semanas de magia e eu conto os dias para te poder pegar no colo, para saber que estás bem.

 

04
Abr17

Ser mãe não é um estado civil!

No Reino 21

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Lembro-me que era adolescente e passou uma reportagem sobre inseminação artificial em mulheres solteiras em Portugal. Eram duas clínicas, uma em Lisboa e uma no Porto, que, aproveitando um vazio legal nesta temática, aceitavam fazê-lo. Sei que fiquei tranquila, que foi importante saber que só dependia de mim, que um dia, quando decidisse ser mãe, podia fazê-lo, sem precisar de mais ninguém. Ser mãe não é realmente um estado civil, vai muito para além disso. Percebo que as opiniões se dividam, que exista quem critique e vou sempre acreditar que nas decisões pessoais de cada um ninguém tem que se meter. São as minhas decisões, as minhas opiniões que podem mudar no dia em que eu quiser que mudem. Porque eu decido assim. A forma como os meus filhos reagem às minhas decisões terá sempre a ver com a educação que lhes der e, não tendo, será sempre assunto nosso. Sou mãe. Apenas mãe. A mãe deles.

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